segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Como contribuir para uma reciclagem mais eficiente?

Mais de metade do lixo que produzimos todos os dias pode ser reciclado. Veja o que pode separar em casa e onde depositar os resíduos que não devem ser deitados no lixo indiferenciado.

Porque se devem separar os resíduos recicláveis?

Reciclar materiais permite reutilizá-los como matéria-prima no fabrico de novos produtos, diminuindo o uso de recursos naturais (muitos dos quais não renováveis). Além disso, fabricar novos produtos a partir de materiais usados consome menos energia do que a partir de matérias virgens.
O sector dos resíduos contribui significativamente para a emissão de gases com efeito de estufa. Já a reciclagem é o processo de tratamento de resíduos com maior potencial de redução indirecta de emissões de CO2. Num momento em que o combate às alterações climáticas surge como um dos grandes desafios ambientais, é fundamental reciclar.
A reciclagem permite diminuir a quantidade de resíduos que tem como destino final os aterros sanitários, prolongando a vida útil destes últimos e evitando a construção de novos.
Os cidadãos devem participar activamente na correcta separação dos resíduos para posterior reciclagem. Este procedimento não se deve limitar às embalagens, mas incluir todos os resíduos passíveis de ser reciclados, como os óleos usados, electrodomésticos, pilhas, automóveis, etc.

O meu contributo é importante?

Para controlar os milhões de toneladas de resíduos originados todos os anos na Europa, foi criada legislação que impõe metas mínimas para a reciclagem de certos materiais, como o papel, vidro, plástico, metal, equipamento eléctrico e electrónico, pilhas e acumuladores, veículos em fim de vida, óleos usados, etc.
Em 2005 deveríamos ter reciclado, no mínimo, 25% dos resíduos que produzimos diariamente. Mas, os valores atingidos ficaram longe da meta. A recolha selectiva perfez apenas 9% dos resíduos produzidos, dos quais nem todos foram encaminhados para a reciclagem (devido aos refugos na operação de triagem).
Quanto aos resíduos de embalagem, há novas metas a atingir até 2011: 22,5% para o plástico, 50% para o metal, 60% para o vidro, papel e cartão, e 15% para a madeira. A sua contribuição é, por isso, muito importante. Não se esqueça de que a separação de resíduos para reciclar não está limitada aos ecopontos. Nos ecocentros também pode entregar outros materiais, como óleos usados, electrodomésticos velhos, madeira, etc.

Como separar as embalagens usadas?

Separar em casa as embalagens usadas (metal, plástico, papel, cartão e vidro) é o primeiro passo para a sua reciclagem. Deve ter em conta algumas regras básicas:

se o seu município já faz a recolha selectiva dos resíduos orgânicos (restos de comida, por exemplo) com vista à compostagem, separe-os, então, das restantes embalagens que ainda não podem ser recicladas;
retire tampas e rolhas, pois, na maioria dos casos, são feitas de materiais diferentes da embalagem que vedam;
escorra o conteúdo das embalagens e, para evitar maus cheiros, passe-as por água (frascos ou garrafas de iogurte, por exemplo);
para poupar espaço, em casa e mesmo no ecoponto, espalme as embalagens (caixas, embalagens de cartão para alimentos como o leite ou sumos, garrafas e garrafões de plástico) sempre que possível;
embora práticos, os contentores específicos para separar os resíduos em casa não são imprescindíveis. Os sacos de plástico usados servem perfeitamente. Depois de os utilizar, deposite-os no contentor amarelo do ecoponto;
para colocar os resíduos domésticos no ecoponto, siga as indicações dadas pela autarquia.

Qual a diferença entre ecoponto e ecocentro?

O ecoponto é um conjunto de três contentores para recolha selectiva de embalagens usadas: o amarelo (para as de plástico e metal), o azul (para as de papel e cartão, jornais, revistas e papel de escrita) e o verde (para as de vidro). A este conjunto pode, ainda, estar associado um pequeno contentor vermelho para as pilhas.
O ecocento consiste num parque de grandes dimensões, que recebe embalagens usadas e outros resíduos, por exemplo, madeira, entulhos provenientes de construção e demolição, electrodomésticos, móveis, óleos minerais e vegetais, baterias de automóveis, etc. Mas, como nem todos os ecocentros estão preparados para receber os mesmos resíduos, verifique o que pode entregar no do seu concelho.

E não se esqueça: separar para reciclar não significa usar apenas o ecoponto!

O que depositar no embalão?


O que depositar ou não no papelão?


O que depositar no vidrão?

Adaptado de Deco Proteste

Clube Natura

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Aldeia de Morais é o “umbigo do Mundo”


A aldeia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, é o umbigo do mundo! Pode parecer estranho, mas a afirmação é de relevo no mundo da geologia.
Ao que parece foi ali, precisamente ali, que há milhões de anos, se deu a colisão entre dois continentes e que depois gerou a constituição actual do planeta Terra.
Esta explicação foi transmitida ontem aos alunos da secundária de Macedo por Eurico Pereira, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e autor da carta geológica do concelho.
“Num espaço de poucos quilómetros tem concentrado aquilo que normalmente só se vê em milhares de quilómetros de extensão” explica Eurico Pereira, mentor da carta geológica de Macedo de Cavaleiros, acrescentando que “tem concentrada uma cadeia orogénica com um continente, um oceano de permeio e outro continente” que corresponde “à parte inicial de um ciclo geológico” em que “o oceano fecha dando-se a colisão dos continentes”.
O maciço de Morais é assim uma das coisas mais extraordinárias da geologia global, pois é o testemunho da colisão de dois continentes, que deram depois origem ao “Gonduana”, chamado de super continente, que milhões de anos mais tarde gerou a cartografia do mundo dividido em cinco continentes, tal e qual o conhecemos hoje. Há então em Morais vestígios de um continente que entrou em ruptura e deu lugar a um oceano. Das imensas rochas que comprovam uma crosta oceânica, os diques são como que o “bilhete de identidade”. Ainda assim “encontram-se em poucos sítios” salienta Eurico Pereira, mas é possível encontrá-los no vale do Rio Azibo “na zona subjacente ao Mosteiro de Balsamão” e na chamada ponte das Barcas, em pleno Vale do Sabor, a sul de Talhas, mas que para esteve investigador “é uma zona mais inacessível”.
Morais, Sobreda, Paradinha e Balsamão formam uma crosta oceânica completa, já visitada por escolas de Paris. Aliás no Pontão de Lamas, no IP4, vê-se onde começa o maciço de Morais, com a presença de xistos “borra de vinho” ou por exemplo no campo de futebol de Macedo, onde as rochas verdes, indicativas de basalto, provam a ruptura do continente com o oceano.

Publicada em http://www.brigantia.pt/ em 14 - 03 - 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Dia da Floresta Autóctone

Na semana de 24 a 28 de Novembro, decorreram, em algumas escolas do Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo de Cavaleiros diversas actividades como forma de comemorar o dia da floresta autóctone .
No pólo 2 da Escola EB 2,3/S, um grupo de alunos dedicou-se com entusiasmo à plantação de um noveleiro no recinto da escola. Para além da plantação de árvores, procedeu-se também à sementeira de bolotas e outras sementes de plantas endógenas desta região.
Esta actividade foi promovida pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros através da Ecoteca que forneceu as plantas e as sementes, com a colaboração do Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens e, contou com a participação de várias turmas de todos os níveis de ensino, com a colaboração dos clubes Natura e da Floresta da Escola EB 2,3 /S de Macedo de Cavaleiros. Esta iniciativa teve como objectivo alertar para a importância da floresta autóctone que se encontra cada vez mais ameaçada por plantas com origem noutras regiões e, sensibilizar os mais jovens para a necessidade de proteger as espécies nativas como o azevinho,entre outras, que se encontram em perigo de extinção.

Clube Natura

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Brigadas Carbono Zero

No dia 6 de Outubro de 2008, realizou-se nesta escola, uma acção de sensibilização intitulada, "Como melhorar o meu consumo de energia eléctrica", promovida pela DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, com o apoio da resíduos do Nordeste e da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. Nesta acção, dirigida a professores de todos os níveis de ensino, foram distribuídos materiais didácticos e abordadas diversas formas de evitar os desperdícios de energia relacionados com as actividades realizadas diariamente.
A adopção destas medidas simples por parte de todos será um valioso contributo para a defesa do ambiente, pois o consumo energético é um dos principais responsáveis pelo aumento dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera.
Veja as seguintes imagens e siga os conselhos que lhe permitirão poupar energia e ajudar o Planeta!












segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Bandeira Eco-Escolas já é nossa


No dia 26 de Setembro, pela madrugada, a Ana Luísa, a Bárbara, a Isabel do 12ºB, o Carlos do 11ºB e a Catarina, o Edgar e o Luís do 11ºC, acompanhados pela professora Sandra Pinho do Clube Natura, partiram em direcção a Torres Vedras, para receber o galardão da Bandeira Verde do programa Eco-Escolas.
A viagem foi feita numa carinha da CERCIMAC conduzida pelo Sr. Simão Ferreirinha, motorista da C.M.M.C. Foi uma viagem confortável, animada pela música, pelas conversas cheias de humor e pelas paisagens deslumbrantes, que ajudaram a passar as longas horas do percurso.
O grupo chegou ao recinto da Expotorres um pouco antes do almoço e dirigiu-se ao pavilhão de recepção, onde receberam uma mochila com diversos materiais, incluindo uma t-shirt. De seguida, o grupo visitou as exposições dos trabalhos realizados pelas eco-escolas da região de Torres Vedras e participou em actividades de reutilização de materiais.
O almoço no Choupal, jardim de Torres Vedras, foi agradável tendo como companhia pombos e cartas de uno.
Na parte da tarde, a cerimónia de entrega dos galardões da Bandeira Verde decorreu no pavilhão multiusos, com actuações de diversas escolas e do André Sardet.
Posteriormente fez-se a entrega das Bandeiras, seguindo a ordem de chamada baseada na distância do local de partida até Torres Vedras, por isso o nosso distrito foi chamado em terceiro. Seis elementos do grupo devidamente identificados foram ao palco, representando as escolas: E.B. 1,2 de Macedo de Cavaleiros, E.B. 2,3 /S de Macedo de Cavaleiros, Jardim de Infância Nº2, Escola de Bagueixe, Escola de Travanca e Jardim de Infância de Vale da Porca.
Já com a Bandeira nas mãos, o grupo saiu do pavilhão, onde recebeu à saída um lanche com um chocolate, tendo se dirigido depois à carrinha onde o Sr. Simão estava à espera para regressarmos a Macedo. A viagem de regresso, também foi animada e divertida embora estivéssemos já um pouco cansados.
Chegados à escola, já de noite, as famílias esperavam os “Naturas” depois da sua grande aventura…
Clube Natura
Catarina Broco, nº6, 11º C
Edgar Silva, nº8, 11º C
Luís Ochoa, nº 17, 11º C

Compostagem - 2º Prémio

No ano lectivo 2007 / 2008, a Escola EB 2,3/S de Macedo de Cavaleiros, participou no concurso "Compostagem nas Escolas Secundárias", promovido pela Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste, EIM, no âmbito do Plano de Sensibilização Ambiental 2008.
Este concurso tinha como principais objectivos, a sensibilização da comunidade escolar, para a necessidade de se proceder à compostagem dos resíduos orgânicos produzidos diariamente, diminuindo assim o volume de "lixo" enviado para os aterros sanitários. Este processo tem ainda a vantagem de a partir dos resíduos orgânicos se obter, por um processo simples, um composto orgânico de grande qualidade que pode ser utilizado como fertilizante no jardim da escola.
Esta actividade foi iniciada em 2007 por um grupo de alunos do 12º A na disciplina de Área de projecto e teve a sua conclusão em JJulho de 2008, contendo também com a colaboração de outros alunos e de alguns elementos do pessoal auxiliar.
As Escolas participantes neste concurso, foram visitadas por um técnico da empresa promotora do concurso, de modo a avaliar o desempenho de cada uma, e face aos critérios de atribuição dos prémios, à nossa escola foi atribuído o prémio, Bilhete de Entrada no Centro Ciência Viva em Bragança para um grupo de 50 elementos, correspondendo ao segundo lugar.

Clube Natura

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Diz NÃO à CARNE!


É este o apelo de um dos mais importantes cientistas da ONU, Rajenda Pachauri (nome engraçado xD)! E porquê? Estudos indicam que o consumo de carne produz mais emissões de gases de efeito de estufa do que os próprios transportes!
As vacas, as ovelhas, os porcos, entre muitos outros tipos de animais são responsáveis por cerca de 20% da emissão de gases de efeito de estufa, principalmente o metano, que resulta da decomposição da matéria orgânica. A criação de gado traz ainda muitos outros problemas ambientais: destruição de habitats para ser ocupado para criação de gado, a poluição da água.
Rajenda Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental de Especialistas das Nações Unidas sobre Mudança Climática (IPCC), ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2007, juntamente com Al Gore. Segundo ele, as pessoas devem deixar de comer carne um dia por semana e, posteriormente, reduzir ainda mais o consumo.
Este aviso vem na altura em que estudo da FAO previu que o consumo de carne iria duplicar em meados deste século!!! :O
Todos temos que fazer um esforço no sentido de ajudar o planeta. Além disso, comer menos carne é uma escolha saudável, por isso, aconselho toda a gente a levar muito a sério o pedido do senhor Rajenda Pachauri!


Clube Natura